segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pico Paraná com chuva.

Curitiba - PR 19/10/2009
Na sequência de minha viagem de bike, cujo destino era a cidade de Curitiba, encontrei com o amigo Alexandre Ferreira, o qual já me esperava para, junto com o também amigo e triatleta Felipe Moleta, subirmos o Pico Paraná com seus 1.877,392 metros. Aguardávamos anciosos por uma janela no tempo, visto que ultimamente só tem chovido pela região. O combinado era de iniciarmos a ascenção no dia 18 de outubro, um domingo. Neste dia nós três começamos a subida às 15h00 com tempo bom. Após 3h50' de caminhada, atinjimos o cume. Lá em cima ainda tivemos a sorte de avistarmos alguns outros picos do conjunto da serra do Ibitiraquire acima da camada de nuvens que cobria a maior parte do conjunto.Foi o tempo de montarmos a barraca e uma garoa intensa encobriu o pico. Com a temperatura caindo abaixo dos 10 graus Celcius, fomos "convidados" a nos abrigar na barraca e degustarmos de um ótimo jantar. Depois de uma noite bastante chuvosa, tomamos um café reforçado e nos preparamos para descer. Com 3h de caminhada debaixo de muita chuva, chegamos à Fazenda Pico Paraná. Cansados, com fome e molhados, porém felizes, voltamos comentando como valeu a pena mesmo com o tempo chuvoso.


Até a próxima.
Manzan.
video

sábado, 10 de outubro de 2009

Fé em Deus e pé na estrada!

Por ocasião de minhas férias e o término de minha temporada de triathlon, planejei uma viagem de bike saindo da cidade de Piedade - SP, descendo para o litoral sul de São Paulo, contornando a bahia de Paranaguá - PR e subindo a Serra da Graciosa para finalizar a viagem com a ascenção ao Pico do Paraná (ponto culminante do estado), se a chuva permitir!
Sem dúvida alguma, o melhor momento de minhas viagens é a partida, instante em que toda a correria do planejamento se acaba e a execução se inicia. Sinto aquela sensação de incerteza tentar tomar conta. Fato que se explica devido aos tantos imprevistos que podem frustar uma simples empreitada. Desta vez, pela época do ano, sabia que muito provavelmente pegaria chuva. E, portanto, sai preparado psicologicamente para tal fato.
10/10/2009
1º dia: Piedade - São Miguel do Arcanjo - 85 km
Saída às 11h:40 com o tempo encoberto e um friozinho para mostrar como poderá ser toda a viagem! Fiz os primeiros 45 km por estradas de terra e os últimos 40 em asfalto. Terminei com as pernas "queimando". Creio que devido ao acúmulo de provas de que participei nos últimos meses.



11/10/2009
2º dia: São Miguel do Arcanjo - Registro 107 km

O dia amanheceu com sol, contrariando minha expectativa para a viagem, que era de chuva o tempo todo. Sai de São Miguel às 10h50 e logo entendi porque a cidade é a capital da uva itália, vinhedos por todo lado. Ao chegar no Parque Carlos Botelho, local em que a estrada de terra se inicia, achei que iria só descer até Registro. Mas, como sempre, as subidas nunca acabam!!
Neste trecho peguei bastante lama, devido às chuvas que caíram por aqui ultimamente. A bike ficou marrom, assim como a roupa. Como consolo, prefiro pensar que poderia ter sido pior se estivesse chovendo.
Sinto que, com o tempo, tenho ficado mais exigente com meus pertences durante essas viagens, pois ontem acabei comprando um mini desodorante, "futilidade" que nunca havia levado! Fiquei meio arrependido de tê-lo comprado quando peguei as primeiras pirambas do dia e senti a bike mais pesada! Ou sou eu que estou ficando mais fraco?
Amanhã pretendo chegar a Cananéia, ainda em São Paulo, para daqui a dois dias entrar no estado do Paraná.


12/10/2009
3º dia: Registro - Iguape 64 km

Espero ter sido este o dia mais perrengue de toda a viagem. Nunca vi tanta lama e areia atrapalharem a pedalada. Havia sentido um pouco de dor de garganta no dia anterior e, ao acordar, fiquei sem saber se seguiria a viagem ou descansaria mais um dia em Registro para que a garganta melhorasse. Lá por volta do meio dia, levantei da cama e resolvi ir assim mesmo, pois senti que não adiantaria ficar ali.
Saí com uma leve garoa que deixou as estradas de terra bem elameadas. Um percurso relativamente pequeno se tornou uma tortura e a progressão muito lenta. Com o atrito e o peso da lama nas engrenagens da bike, a pedalada se tornou bem cansativa e entediante. Cheguei em Iguape às 16h30 e decedi pernoitar por ali mesmo.
Com isso, meu cronograma se atrasou um pouco e tentarei recuperar nos próximos dias. O percurso deste dia me fez repensar o trajeto original, o qual passaria por uma trilha para cruzar a divisa entre SP e PR. Porém, com a peleja de hoje, não sei se será uma boa opção "carregar a bike" por aproximadamente 30 km de trilhas elameadas.


12/10/2009
4º dia: Iguape - Cananéia 75 km

Após um dia molhado e com bastante lama, tudo que eu queria era pedalar olhando o mar com tranquilidade!... Que nada! Um vento contra e uma areia fofa atrapalharam o pedal durante toda a travessia da Ilha Comprida. Ao chegar na charmosa cidade de Cananéia, estava de saco cheio de pedalar e resolvi pernoitar por lá mesmo, até porque a próxima parada seria à 65 km de estrada de terra, em Ariri, divisa com o Paraná. Resolvi descansar e analisar o restante do percurso.
12/10/2009
5º dia: Cananéia - Barra de Arapirara 80 km

Sai com recorde de atraso, às 14h00. Estava precisando dormir!
Sem saber como era a estrada de terra até Ariri e levando em conta o pouco tempo de que dispunha para completar o trajeto do dia, acelerei o pedal inteiro para não ter que pedalar à noite. A estrada até Ariri era boa e, por conta disso, cheguei nesta cidade às 17h30. Desta maneira, resolvi adiantar um pouco a viagem e dormir na vila da Barra de Arapirara, divisa dos estados de São Paulo e Paraná. Em Ariri tive que pegar uma pequena embarcação para percorrer o trecho do rio Arapirara até a Ilha do Cardoso. Da Ilha até a Barra são 11 km, que, com o vento a favor
bombando, cheguei rapidinho. Na ponta sul da Ilha do Cardoso tive que pegar outra embarcação para cruzar o rio novamente e entrar definitivamente no Paraná!
Desta vez atravessei em uma pequena canoa com receio da dita cuja virar e acabar com a viagem por ali mesmo. Chegando na vila da Barra de Arapirara, hospedei-me na casa do Sr. Rubens, o qual me recebeu como um filho dividindo comigo seu apetitoso jantar.

12/10/2009
6º dia: Barra de Arapirara - Antonina 85 km
Sabia que este seria o dia mais complexo no que se refere à logística, pois teria que cruzar uma barra de rio e a Bahia de Paranaguá. Portanto, sai o mais cedo que pude (às 10h00) para dar tempo de realizar todas as travessias, visto que dependeria de embarcações para tal fato. Já no começo do dia cruzei o rio Arapirara em uma minúscula canoa que, ao final do trajeto, já estava cheia de água.
Em seguida, já pedalando, atravessei toda a Península de Superagui, local em que encontrei um filhote de foca quase morto na praia.
Chegando na vila de Superagui, tratei de descolar meu transporte, visto que não poderia pedalar para atravessar a Bahia de Paranaguá! O que não havia gasto em toda a viagem, tive que gastar com o miserável do barqueiro. Paguei a fortuna de R$110,00 para chegar a Paranaguá. De tão indiguinado não almocei na cidade e segui direto, agora dono do meu nariz em minha bike, para a bela cidade de Morretes. Lá sim, eu almocei, tomei um cafezinho e segui para o destino do dia: Antonina.
Escolhi pernoitar nesta cidade por conta de um livro que li no qual é relatado a história de um navegador americano, Joshua Slocum, que, após perder sua embarcação nas águas da Bahia de Paranaguá e não ter dinheiro para voltar para casa, construiu um pequeno veleiro, chamado Liberdade, para, com sucesso, retornar ao seu lar levando toda a sua família. Cheguei em Antonina às 17h00 e ainda tive tempo para conhecer alguns lugares históricos como o velho porto.
Amanhã pretendo subir a Serra da Graciosa e concluir minha viagem de bike. Espero continuar com sorte e pegar pouca chuva.

16/10/2009

6º dia: Antonina - Curitiba 57 km

Depois de uma bela noite de sono na cidade de Antonina, acordei disposto para meu último dia de viagem. Tinha pela frente a bela subida da serra do mar pela estrada da Graciosa, envolta pela Mata Atlântica. O dia amanheceu chuvoso e assim permaneceu durante minha pedalada. Apesar da chuva, senti pouco frio devido ao esforço constante para subir a serra. Ao acabar o piso de paralelepípedo, optei por trafegar pela antiga estrada da Graciosa, por sinal belíssima. Cheguei ao ponto de encontro com o amigo Alexandre, em um viaduto na BR 116, às 14h00. Feliz, realizado e com um pouco de frio, eu e minha Scott Scale 40 finalizamos mais uma viagem de descobertas por esse mundão.

No momento, estou na casa do Alexandre e aguardamos ansiosos por uma janela no tempo para, juntamente com o triatleta Felipe Moleta, subirmos o Pico Paraná, ponto culminante de toda a região Sul.

Agradeço aos parceiros que viabilizaram esta expedição:

SCOTT bikes

Traveler.com.br

D'stak academia

Cycling bike shop

Ibiti

Obrigado!

Manzan.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Xterra Ouro Preto

Ouro Preto - 03/10/2009
Enfim, depois de um semana treinando fora de casa, chegou o dia do Xterra Ouro Preto, competição que, pela ausência de lagos na região, foi realizada no formato de um duatlo: 3 km de corrida pelas infinitas ladeiras da cidade, 25 km de mountain bike pelos monstruosos morros da região e, para finalizar, 9 km de corrida para dar o tiro de misericórdia!

A impressão da prova foi unânime: bem organizada com o super astral desta cidade histórica, mas definitivamente a prova mais difícil da temporada.
O mountain bike iniciava-se com uma subida de 1,5 km muito íngrime e depois despencava por um downhill gigante, no qual coloquei minha máxima velocidade na prova, 73 km/h!!!
Na segunda corrida, subimos mais uma vez o tal do "morro infinito".
Com câimbra por todo lado, consegui vencer a subida e melhorar o ritmo no plano (se é que havia plano!). Após 2h15' de prova, finalizei na primeira posição com dores por todos os lados, mas feliz com o resultado.
Resultados:
1 - Alexandre Manzan - DF
2 - Brian Smith - USA
3 - Ernani Sousa - MG
4 - Felipe Molleta - PR
5 - Rodrigo Altafini - SP
Valeu.
Manzan.
Agradeço aos parceiros:

domingo, 27 de setembro de 2009

Xterra series - Juiz de Fora

Juiz de Fora - MG 27/09/2009

Em julho de 2008, fiz uma viagem de bike na qual sai de Juiz de Fora, passei pela Sera da Mantiqueira e cheguei em Parati. Desde então, sabia que teria que retornar a esta região com a qual me simpatizei bastante.
Não achei oportunidade melhor que a etapa do Xterra series na "Manchester mineira", realizado em Juiz de Fora pela primeira vez. Com vários amigos na cidade, fui conferir o percurso sobre o qual havia ouvido falar muito bem. A prova teve 1000 m de natação, 25 km de mountain bike e 7 km de corrida em trilha. Já de início, surpeendi-me com o local da natação, uma bela represa bem perto da cidade e cercada de desafiadores morros.

Sai da água em quarto e, aproximadamente, no quilômetro 10 da bike alcancei o primeiro lugar.
Porém, as surpresas começaram mesmo no quilômetro 15 da bike, ponto em que se inicia um single track com várias subidas e um downhill alucinante no final. Diversão certa! A corrida, realizada nos arredores da represa, não decepcionou e exigiu bastante dos atletas com uma subidinha interminável no meio dos 7 km.

Terminei a prova com o tempo de 1h42'48". Fiquei impressionado com a variedade do percurso, o qual uniu técnica, estradão, single tracks e belos visuais. Agora é descansar e esperar pelo dia 03 de outubro , dia em que a histórica cidade de Ouro Preto cediará uma etapa do Xterra, desta vez um duatlon (corrida e mountain bike).



1 Alexandre Manzan - DF 1:42:42
2 Felipe Moletta - PR 1:47:04
3 Rodrigo Altafini - SP 1:47:54
4 Chicao - MG 1:50:44
5 Luiz Carlos Pereira - MG 1:56:48


Agradeço o apoio dos parceiros:

terça-feira, 8 de setembro de 2009

3 dias e 2 noites pela Represa de Itumbiara

Integrantes: Alexandre Manzan - Bruno Dornelas - Marcelo Tavares - Haroldo Assunção - Eduardo Kauer
Duração: 3 dias
Distância remada: 84 km

Marzagão 05/09/2009
Toda vez que ia para a fazenda de meus avós quando era criança, observava curioso a travessia do rio Paranaíba, que, em parte de seu longo curso, separa Goiás de Minas, e imaginava qual seria a imagem após cada curva daquele caudaloso rio que marcou minha infância.
Neste último feriado, encontrei a brecha de que precisava para remar em parte deste grande afluente da bacia do Rio Paraná.

Após os corriqueiros imprevistos de última hora, zarpamos às 15h:30 de uma ponte no rio Corumbá, próxima à cidade de Marzagão - GO. Como previsto, remamos 16 km e acampamos em um trecho plano da margem deste rio. Com direito a uma noite de temperatura bem agradável, jantamos acompanhados de um belo vinho de terceira categoria!

06/09/2009
Saimos atrasados para o que seria o dia mais longo. Pois teríamos, caso quiséssemos completar o percurso estipulado de 80 km, que remar, na pior das hipóteses, 35 km. Andamos bem até a metade do percurso, local em que nos deparamos com uma "tormenta" que nos obrigou a descansar um pouco. Passado o pior, remamos, com a água da represa parecendo um espelho, até uma ilha que nos pareceu perfeita para a última noite. Apesar da chuva que caiu a noite inteira, conseguimos jantar "enlatados" em nossas barracas.

07/09/2009
Pelas orientações do GPS, faltavam ainda 30 km até nosso destino, barragem da Represa de Itumbiara. Paramos para o lanche do dia em uma ilhota a qual considerei um dos lugares mais bonitos entre os tantos destas represas do Centro-Oeste. Os pequenos seixos esbranquiçados espalhados pela margem da ilha davam uma impressão de praia, a nossa praia! Só não acampamos mais uma noite devido aos compromissos em Brasília e pela falta de provisões.
Finalizamos a remada em um dos braços da represa distante cerca de 13 km de Itumbiara, local em que se encontravam os carros. Como niguém parou para dar carona a dois mulambos mortos-vivos, corremos os 13 km até a cidade. Para finalizar o feriado aventureiro, um dos carros encravou na lama da beira do lago, local em que se encontravam os caiaques.
Mas mesmo assim, posso garantir que valeu!
Até.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Xterra Brasil 2009 Angra - RJ

Angra dos Reis - RJ
29/08/2009
Pela segunda vez, a etapa mundial do Xterra foi realizada no belo litoral sul do Rio de Janeiro em Angra. Como vinha chuvendo bastante por aquelas bandas há dias, a preocupação geral era a de qual pneu usar para tentar ter um pouco mais de domínio nas elameadas trilhas da região. Porém, o astro Rei deu o ar da graça dois dias antes da prova, fato que melhorou muito as condições do percurso.

Sem tanta lama no dia da prova e um sol de rachar o coco, a inquietude passou a ser a estratégia de prova para tentar segurar a "cambada" de gringos que por aqui apareceram à procura das belezas naturais do Rio e, porque não, da premiação da prova!
Surpreendi-me com minha natação, saindo da água entre os primeiros. Na bike, perdi posições preciosas para o atleta da Costa Rica Rom e para o canadense Mike Vine, considerado um dos mais fortes mountain bikers do Xterra mundial.
Sai para correr 2'40" atrás dos dois e sabia que, caso fizesse uma boa corrida, poderia pegar o Mike. Porém, como nem sempre tudo
sai como planejado, não realizei a corrida de que gostaria e finalizei a prova em terceiro, 1'30" atrás do primeiro e 40" atrás do Mike Vine. Um resultado que considerei bom, levando-se em consideração o nível dos atletas da etapa deste ano.
Mais impressionate que o belo percurso foi observar o crescimento deste tipo de prova a cada etapa. Creio que o principal motivo é o fato de estarmos realizando um esporte altamente divertido em contato direto com a natureza e em lugares sempre diferentes, ou seja, monotonia zero!!
Resultados
Rom Kanga - Costa Rica - 2h21'26"
Mike Vine - Canada - 2h22'16"
Alexandre Manzan - Brasil - 2h22'58"
Lieuwe Boonstra - África do Sul - 2h27'44"
Felipe Moleta - Brasil - 2h29'20"
Brian Smith - EUA - 2h32'43"
Rodrigo Altafini - Brasil - 2h36'19"
Kenny Souza - Brasil - 2h36'20"
João Carlos - Brasil - 2h41'25"
Alexandre Ribeiro - Brasil - 2h43'25"

Conto com o patrocínio dos parceiros:
Scott bikes
Traveler.com.br
D'stak academia


Até a próxima!

Manzan.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Xterra series etapa Indaiatuba

Indaiatuba - SP 02/08/2009

Esta foi a quinta etapa do circuito Xterra series 2009. Mais uma vez, o circuito Xterra passou pelo interior de SP, desta vez na cidade de Indaiatuba. A prova foi realizada no Hotel Fazenda 4 Estações, distante cerca de 6 KM do centro da cidade.
O percurso, um misto de estrada de terra com single tracks, agradou todos os participantes. O final de semana reuniu vários atletas, da categoria solo e revezamento, que ao final do dia se confraternizaram às margens do belo lago do Hotel. O local é perfeito para realização desse tipo de prova, devido às inúmeras alternativas de percursos. Sai da água em segundo lugar, juntamente com o respeitável triatleta e amigo de Ironman Ivan Albano. Realizamos uma ótima etapa de natação e já no km 8 peguei a primeira posição, a qual mantive até o final. Ao final da prova, o comentário era geral: que prova divertida!
Tive a oportunidade de rever bons amigos e principalmente conhecer melhor a sede do meu principal patrocinador, a SCOTT, e também dividir experiências em um dia de treino com um ídolo do montain bike brasileiro, Odair, da equipe SCOTT. Voltei para casa satisfeito com o resultado e com a certeza de que estou no caminho certo em relação aos meus treinos para a principal etapa do ano, que é o Xterra Brasil 2009, o qual será mais uma vez realizado em Angra dos Reis no dia 29/08.
Até lá!
Manzan.

Agradecimentos:
Scott bikes
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domingo, 26 de julho de 2009

Xterra series 2009 etapa Brasília

Brasília, 26/07/2009

Após as 4 primeiras etapas do Xterra series (circuito que vem crescendo a cada etapa), realizadas na umidade do Sudeste brasileiro, foi a vez dos triatletas do Xterra experimentarem um pouco da secura do Planalto Central. A quinta etapa do Xterra series foi realizada No Parque Ermida Dom Bosco, um dos lugares mais bonitos e simpáticos de Brasília.

Esta etapa teve um significado especial para mim, pois, depois de um bom tempo, estava competindo no quintal de casa, sem ter que viajar, empacotar a bike, pegar taxi, dormir em mais um hotel "puguento" e ainda poder contar com a torcida fiel dos amigos e da família. Às margens do lago Paranoá com vegetação rasteira e solo de cascalho, o local da prova exigiu bastante dos atletas pelo alto grau técnico, pela baixíssima umidade e também pelo circuito travado, o qual fazia com que os atletas se desgastassem bastante nas infinitas retomadas.

Fiz uma prova perfeita, saindo da água em segundo e assumindo a primeira posição já na bike. Como tratava-se de um circuito no qual não cruzávamos com os adversários, fiz força o tempo todo por não saber se estava sendo ameaçado. Com isso, acabei abrindo uma vantagem na bike que me fez garantir o primeiro lugar.

Utilizei nesta prova o tênis Aztec da Scott (específico para trilhas), o qual ficou bem confortável e estável, me ajudando nos tortuosos singles tracks de pedras do percurso. Em relação à bike, tenho usado uma Scale RC da Scott, a qual me impressiona mais a cada prova. Neste percurso travado, foi impressionante como conseguia retomar rápido a velocidade e sem perder a rigidez do quadro.

A próxima etapa do Xterra series será em Indaiatuba no dia 02 de agosto e a expectativa é de aproveitar a boa fase e tentar acelerar novamente! Nesta semana farei só um descanso ativo com o intuito de desentoxicar as pernas para o Xterra 4 estações.

Até lá!

Conto com o patrocínio dos parceiros:

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Andando sobre as águas do Paranoá"


No último fim de semana, fui convidado pelo Betinho Schmitz, um dos melhores pilotos de asa delta do Brasil e do mundo, para conhecer o stand up paddle, um esporte relativamente novo no Brasil, que tem tudo para "bombar" em Brasília com o lago Paranoá limpo e acessível no quintal de nossas casas. O stand up paddle consiste em uma remada muito parecida com a das canoas havainas, porém, realizada em pé em cima de um pranchão.
A remada se torna um pouco mais interessante devido à dificuldade a mais em ter que se equilibrar ao mesmo tempo em que se rema, fato que torna esse esporte um excelente exercício de propriocepção, flexibilidade, consciência corporal e de fortalecimento do core. Atributos essenciais para o triathlon. A inserção dessa atividade na rotina diária de treinos certamente auxilia na prevenção de lesões e no aumento do Vo2, pois trabalha-se um grande número de grupos musculares, o que gera um aumento considerável na demanda por oxigênio nos músculos e, com isso, uma readaptação fisiológica para supri-la.
Voltando à remada do sábado, eu e Betinho saímos da barragem do Paranoá, às 15h30, e remamos em direção à ponte JK, local em que passamos com 1h. Demorei muito pouco para me adaptar ao equipamento novo e, em poucos minutos, já estava "andando sobre as água do Paranoá"! É bem curioso sair de uma remada na linha d'água, realizada em caiaque, para se remar com uma vista mais ampla, em pé!Remei em uma Cruiser 10'8"(pés) e o Betinho em uma Cruiser 10'(pés). As pranchas mais compridas levam vantagem hidrodinâmica e, consequentemente, são mais velozes. Aportamos no Pontão após 1h45' de remada e 11.700 metros percorridos.
A dificuldade desta remada aumentava bastante quando passávamos por regiões do lago em que estava mais marolado, devido às rajadas de vento e ao rastro dos barcos, o que requeria uma concentração ainda maior para se equilibrar.
Terminada a seção, já planejava o próximo stand up paddle pelo lago Paranoá! Para aqueles que quiserem experimentar este brinquedo novo, vale a pena conhecer o blog do representante no Brasil. Ai vai o link do Stand up paddle:

Divirta-se!

domingo, 21 de junho de 2009

Xterra Ilha Bela 2009

Ilha Bela - 20/06/2009

Dando continuidade ao circuito Xterra 2009, chegamos à etapa de Ilha Bela, uma das mais esperadas devido a seus percursos de bike e corrida difíceis e desafiadores aliado ao charme e beleza ímpar da ilha.
O tempo estava ótimo, com uma temperatura agradável e sem sinal de chuva para o dia.
Minha expectativa era grande, pois seria a primeira prova com minha nova bike: uma Scale RC da Scott que, ao final do percurso de ciclismo, me surpreendeu com seu desempenho e agilidade nas subidas.
Nadamos de roupa de neoprene, pois a água estava bem "fresquinha" . Com a tradicional saída da água e o pulo do pier, terminei a natação
ofegante!
Sai para a parte de mountain bike com uma única coisa na cabeça: acelerar o máximo que pudesse no percurso técnico e tentar não cair.
Entre mortos e feridos sai confiante para a corrida com a tal subida mortal de 1 km. Após tanto sofrimento subindo era hora de descer. Despenca-se por uma trilha no meio de uma floresta de mata atlântica que quase te faz esquecer que está competindo!
Depois de inúmeros tropeços em galhos, cipós e pedras pelo percurso, avistei,
enfim, a bela praia de Perequê, alívio! Após 2h35', terminei em primeiro lugar a etapa de Ilha Bela. Para mim, oportunidade única de avaliar como estão os treinos e equipamentos.
Outra novidade nesta prova, para mim, foi o tênis AZTEC
da Scott, que foi desenvolvido especificamente para percursos como o de Ilha Bela, ou seja, em trilhas.
Achei o AZTEC super aderente nas trilhas e pedras, bem leve e confortável, fatores muito importantes neste tipo de prova.

A próxima etapa do circuito será em minha cidade natal, Brasília, no dia 26 de julho, boa oportunidade para correr perto de meus amigos e familiares.

Até!
Manzan.

Conto com o patrocínio dos parceiros:

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Xterra series etapa Teresópolis


Teresópolis - RJ 26/04/2009

Quando fui convidado para fazer o Xterra de Teresópolis, sabia, desde então, que seria uma prova com subidas! Digo isso porque nas 2 vezes que visitei a região, não me restou outra coisa se não subir e descer infinitas vezes. Fiz, em anos passados na região de Teresópolis, o treking da travessia da Serra dos Órgãos e escalei o Dedo de Deus, ambos impressionantes. Se fosse para resumir em uma única palavra a prova de Teresóplois, seria: "Disneylândia"! Não só pelo lugar ser um verdadeiro paraíso para os simpatizantes do esporte Outdoor, mas também pelo desafiador percurso, que após quase extrair o coração pela boca nas primeiras "paredes", despencava montanha abaixo por um downhill divertidíssimo.
Contudo, devido a velocidade que o maldito downhill nos impunha, não dava tempo nem de descansar para, na sequência, retornar às "pirambas". Em relação à prova, a natação, realizada em um lago encrustado entre os palcos do ciclismo e da corrida, foi liderada pelo atleta João Carlos de Brasília, seguido por mim, que quase sucumbi na subida até a transição. Após a montanha russa que tivemos na parte de bike, sai com as pernas pesadas para a outra parte de "escalada" da prova: a corrida! Ao final, consegui terminar na primeira posição, com o tempo de 1h19", seguido pelos atletas: Felipe Moleta - PR, Fernando Zacharias - MG, Rodrigo Altafini - SP e João Carlos - DF.
Definitivamente o Xterra series está revelando lugares e provas incríveis. Fico curioso, a cada etapa, para conhecer um novo percurso e fazer novos amigos, como foi o caso de Teresópolis. Até a próxima.

Conto com o patrocínio dos parceiros:

Scott bikes

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domingo, 15 de março de 2009

MULTISPORT Brasil 2009

14/03/2009 - Florianópolis
"Eles vão te buscar na canoagem, acelere no mountain bike e na corrida, acelere!!!"
Com este pensamento, larguei às 06:40hs na praia do Morro das Pedras, com um incrível sol nascendo, para a terceira edição do Multisport Brasil, prova que cruza a ilha de Florianóplois de Sul a Norte, passando pelos mais belos secret spots da ilha da magia totalizando 90 kms alternando as modalidades de que mais gosto: mountain bike, corrida em trilha e canoagem. Confesso que foi difícil concentrar em minha tática inicial, visto que a beleza das trilhas e penhascos tiravam minha concentração a todo momento.

A prova é dividida em 9 estágios executados ininterruptamente na seguinte sequência:
Estágio 1 - 12 km de corrida em trilha, da praia do Morro das Pedras até o Pântano do Sul;
Estágio 2 - 28 km de mountain bike do Pântano do Sul até o Campeche;
Estágio 3 - 8,5 km de corrida nas dunas do Campeche até a Lagoa da Conceição;
Estágio 4 - 13,5 km de canoagem na Lagoa da Conceição terminando no Rio Vermelho;
Estágio 5 - 13 km de mountain bike no Parque florestal do Rio Vermelho;
Estágio 6 - 7 km de corrida em trilha do Rio Vermelho até o bairro Ratones;
Estágio 7 - 9,5 km de canoagem pelo rio Ratones até a praia de Daniela;
Estágio 8 - 6 km de mountain bike da Daniela até Jurerê Internacional e
Estágio 9 - 1,5 km de corrida na praia mais florida que eu já vi!!

Apesar de estar lá para curtir mais um belíssimo dia de treino com os amigos, o espírito competitivo aflorou logo depois da largada e acabei me surpreendendo com meu tempo e resultado. Com 7h17' de prova eu terminava esta bela prova em primeiro lugar. Fiz uma dieta que funcionou redondo para a prova: água, isotônico, carboidrato em gel, banana passa, sanduíches de geléia e o tal milagroso líquido dos esportes de endurance, a Coca Cola! Creio que nem tudo teria dado tão certo se não tivesse tido o apoio impecável da dupla Cuca e Gabriel, que foram mais rápidos que eu em todos os trechos, hehehe!

Remei com um caiaque, que até então não conhecia, mas como tinha que ser ele mesmo...acabei me adaptando rápido, e o tal torpedo, de meu amigo Anderson, acabou me ajudando bastante, apesar de minha total incompetência "canoística".
Ao final do dia, além das pernas doloridas e um sorriso no rosto sem preço, acabei ganhando novos amigos e concluindo que terei que retornar à Ilha muitas vezes! Até a próxima!

Conto com o patrocínio dos parceiros:
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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Expedição de caiaque (solo) pela Costa do Descobrimento - BA fevereiro/2009

Duração: 8 dias
Total remado: 221 km

Vídeo da expedição: http://www.youtube.com/watch?v=MRidRNoaoX4&feature=channel

10/02/2009 - Cumuxatiba - BA

Após 3 dias de remada, cheguei a Cumuruxatiba. Só agora consegui uma lan house para postar as primeiras fotos e notícias. No primeiro dia, remei de Porto Seguro até Trancoso, totalizando apenas 17 km por conta dos atrasos na saída. Dormi na charmosa pousada "Le Refuge", do francês Marc, o qual me deu uma grande ajuda. No segundo dia, zarpei de Trancoso às 11:00h e consegui dormir em Ponta de Corumbaú, uma bela vila de pescadores perdida na Costa do Descobrimento. Neste dia foram praticamente 34 km com direito a um encontro inusitado, na Pt. de Itaquena, com um rastaman de caiaque pescando! Hoje saí de Ponta de Corumbaú e, após 2h de remada avistei o histórico Monte Pascoal. Foi uma bela visão, digna de um "descobridor"! Com mais 8 km de remada, aportei em Cumuruxatiba, onde fiquei bem hospedado no Chalé Via das Marés, que se situa em cima de uma falésia com uma vista privilegiada para o Atlântico (contato do chalé: marcusbarroso@gmail.com). Hoje remei um total de 28 km. Amanhã sigo rumo a Prado.11/02/2009 - Cumuruxatiba - Prado
Dia mais quente até agora. Quase me derreti dentro do caiaque. Outro trecho de vento e ondulação a favor. Com apenas 2h30' e 25 km remados, já estava com os pés nas areias de Prado. Neste trecho, a paisagem das falésias vai dando lugar a um relevo mais baixo e com mais coqueiros. Amanhã tentarei passar batido por Alcobaça e dormir em Caravelas, ganhando, assim, um dia. Porém, caso consiga acordar cedo, algo nada fácil, será o dia mais longo de toda a viagem, com mais ou menos 50 km.
13/02/2009 - Prado - Alcobaça - Caravelas

Ontem, decidi tentar estender um pouco o dia de remada e tentar fazer em um dia o que estava, de início, programado para dois. Assim, sai de Prado às 10:00hs, remei 20 km até Alcobaça, almocei em uma cabana na praia, e, na sequência, rumei em direção à Caravelas. Este trecho, é marcado por vários encontros do mar com rios, que dão um aspecto interessantíssimo na coloração da água. Às vezes, parecia estar flutuando com meu caiaque, devido a transparência da água e, em outros momentos, parecia estar remando em um rio de águas escuras. Tirando a parte de ganhar um dia de viagem, foi uma opção precipitada, pois, após Alcobaça, o vento piorou bastante, atrapalhando muito a remada e me fazendo sentir-me dentro de um liquidificador! O caiaque aguentou direitinho as marolinhas que tentavam derrubá-lo! Neste segundo trecho, parei para descansar na ponta da Baleia, barra do rio que dá acesso à cidade de Caravelas. Para comemorar o desempenho do dia, 48 km, esbangei-me com uma moqueca de Badejo acompanhada de um vinhosinho, o que não me caiu muito bem, pois hoje, 13/02/2009, estou meio indisposto. Tentarei sair mais tarde para fazer o trajeto do dia, até Nova Viçosa.
14/02/2009 - Nova Viçosa
Aqui estou eu em Nova Viçosa depois de 6 dias de remada solitária, faltando apenas um para concluir minha expedição, pela Costa do Desacobrimento. Ontem, conforme estipulado no planejamento desta viagem, meses atrás, realizei o trajeto Caravelas - Nova Viçosa pelo estuário do rio Peruípe, para ,com isso, quebrar a "monotonia" de remar todos os dias pelo mar. Porém, o que era para ter sido um dia tranquilo, com águas abrigadas, mostrou-se um dia extremamente cansativo devido ao acúmulo dos seis dias de viagem e também pelo fato de eu ter pego uma informação errada sobre a tábua da maré e, consequentemente, ter remado quase metade dos 38 km do dia contra a maré. Hoje, resolvi tirar o dia para conhecer o trabalho do artista plático Frans Krajcberg, o qual reside em um terreno à beira da praia, nos arredores de Nova Viçosa, local em que mora em uma oca suspensa sobre troncos de árvores e realiza seus belíssimos trabalhos. Tentarei me recompor um pouco e ficar pronto para o último dia, amanhã dia 15/02, trajeto que remarei de Nova Viçosa a Mucuri.

15/02/2009

Cheguei! Após um dia tranquilo e com o constante vento Nordeste ajudando, saí de Nova Viçosa às 10:30h e aportei na praia de Mucuri, destino desta viagem, às 14:30h. Com a remada deste dia, de 28 km, totalizei uma distância total de aproximadamente 240 km em 7 dias. Triste por ter acabado a viagem, mas feliz por ter concluído meu objetivo, volto para casa com um pouco mais de experiência, não só com o mar, mas sobretudo com a vida. Apesar de ainda estar desfrutando da boa sensação de executar um planejamento longo, complicado e, até então, incerto, já começa a fervilhar em minha cabeça qual será a próxima peripércia!
Agradeço a meu pai, o qual foi responsável pelo tedioso papel de regate desta viagem e às empresas e amigos que viabilizaram esta expedição:

Traveler.com.br
Freecorner
BSB Mix
O Adventure, que me conduziu firmemente durante toda a viagem, finalmente repousa nas areias de Mucuri.
* Em breve, postarei aqui o vídeo desta viagem.

Até a próxima!







Alexandre Manzan.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Expedição Aconcágua - fevereiro/2008

Integrantes: Rosa - Espanha
Pedro - Espanha
Swend - Dinamarca
Negro - Argentina
Mariano - Argentina
Alexandre Manzan - Brasil
Duração: 16 dias
Altitude: 6962 metros

Confira o vídeo desta expedição no endereço:

http://www.youtube.com/watch?v=ILJ8fWPUzq0&feature=related


Mendoza - Argentina 06/02/08
Passamos o dia alugando o equipamento que restava. A grande inquietude era aguardar a hora de iniciarmos a aclimatação e torcer para o tempo firmar-se bom.

07/02/08 - Mendoza
Retiramos os "permissos" e logo tomamos a estrada rumo ao nosso objetivo: os Andes. Chegamos em Puente del Inca com o tempo piorando ao final do tarde trazendo um pouco de preocupação para todos, pois pairava a dúvida de quando o tempo iria melhorar e se iria firmar novamente.

08/02/08 - Puente del Inca, 1º dia na montanha
O dia amanheceu bonito. Comecei a enxergar a magnitude deste lugar, a vegetação, que luta para sobreviver a essa altitude e a tais condições climáticas e a mistura fantástica de cores nas rochas misturadas no mesmo vale. Subimos cerca de 460 metros da entrada do parque (2900m) até confluência (3300m), local onde faríamos nosso 1º acampamento. Andamos bem devagar para assegurarmos uma boa adaptação fisiológica à altitude! O mais difícil, realmente, é achar o que fazer para passar o preguiçoso tempo. À tarde, o tempo piorou novamente. É impressionante a velocidade com que as condições climáticas mudam aqui.
Total caminhado do dia: 7 km.

09/02/08
Confluência, 2º dia na montanha
Levantamos às 09:00hs, tomamos café e iniciamos o trecking para a parede Sul (4.100 m). Dormi bem, apesar de os termômetros terem registrado mínima de -5ºC na madrugada. Na parede, fizemos um lanche e desfrutamos da paisagem indescritível. Creio que o lugar mais grandioso e tenebroso que já fui. É incrível como alguém consegue ter vontade de subir por esta face, é assombrosamente perigosa.
Desnível de 700 metros
Total do dia caminhado: +- 14 km

10/02/08 - Vale do rio Horcones, 3º dia na montanha
Levantamos às 08:00hs e saímos em direção à “Plaza de Mulas”. Amanheci bem disposto, porém senti um pouco de dor de cabeça ao subir a Cuesta Brava, chegando à Mulas. Dormimos às 21:00hs com uma temperatura razoavelmente agradável: - 5º C à noite.
Desnível: +- 1000 metros
Total percorrido: +- 28 km


11/02/08 - Plaza de Mulas, 4° dia na montanha
Acordei às 9:30hs para tomar café e, já ao acordar, me senti meio tonto, indisposto e com uma leva dor de cabeça. Fiquei um pouco preocupado, mas, segundo os guias, é “praticamente normal”. Depois de almoçar, tirei algumas fotos para, quem sabe, tentar melhorar minha disposição um pouco.

12/02/08 - Plaza de Mulas - Canada - Plaza de Mulas, 5° dia na montanha
Fizemos nossa primeira ascensão acima dos 4.300 metros. Fomos a Plaza Canada (4800 m). Estou sentindo que estou aclimatando bem. Fora a dificuldade da subida, a paisagem apresenta-se cada vez mais surpreendente! Nos 4.800 metros alcançados hoje, foi possível ver, pela primeira vez, a linha do horizonte com uma infinidade de cumes nevados. A temperatura cai impressionantemente rápido assim que o sol se esconde no lado do vale. De 12°C, a temperatura despenca para perto de 0°C em minutos. As noites, apesar de frias, ainda estão suportáveis.

13/02/08 - Plaza de Mulas, 6° dia na montanha
Dia de descanso no acampamento base (4300 m). Aproveitamos para checarmos a indumentária que levaremos para cima. Não me senti muito bem hoje, encontrei dificuldades para caminhar rápido, espero que não seja nada. Hoje, foi um dia especial, pois tomei meu 1° banho depois de 6 dias, por uma bagatela de 10 dólares. Valeu a pena! O tempo piorou bastante à tarde, chegando inclusive a nevar um pouco!

14/02/08 - Plaza Canada, 7° dia na montanha
1° acampamento acima do base. Levei 1h50' para transpor os 650 metros entre Plaza de Mulas e Canadá. Minha mochila estava pesada, com cerca de 20kg. A noite foi fria com cerca de -10°C pela madrugada. Para desfrutar o final do dia, pudemos observar um pôr do sol fascinante a 4900 metros de altitude.15/02/08 - Nido de Condores, 8° dia na montanhana
Saimos às 11h30 de Canadá rumo a Nido de Condores (5400 m), percurso que levei 1h35 para fazer. Porém, paguei caro pela agonia de subir rápido. Logo após chegar, senti uma forte dor de cabeça, o que me forçou a tomar um Ibuprofeno. Passei o resto da tarde passando mal com dor de cabeça. As coisas começaram a perder um pouco a graça: mal-estar, dor de cabeça, frio insuportável, saudade de casa e a certeza de que ainda não estou perto do meu objetivo.

16/02/08 - Nido de Condores, 9° dia na montanha

Depois de mais uma noite gelada (-15°C), de 5400 m. Depois de tomar café, descansei mais um pouco até que o sol “esquentasse” a barraca. À tarde, caminhei pelos arredores de Nido e aproveitei para registrar algumas da mais belas paisagens vistas até agora. Tive outra dor de cabeça no final da tarde, o que me abrigou a tomar mais um Ibuprofeno.

17/02/08

Nido de condores - Berlim, 10°dia na montanha

Desmontamos o acampamento e saímos às 12:30hs em diração a Berlim, último acampamento antes de tentarmos o cume. Ao montar as barracas, tive que me acostumar a fazer tudo bem devagar, para não faltar oxigênio no cérebro! O fato de faltar “apenas” 1000 m para o cume, me deixa muito ansioso por saber que só terei mais um dia de ascensão até o meu objetivo. Outra grande incógnita sé sempre o tempo. Tentei me alimentar, mesmo que quase impossível, o melhor que pude. A altitude tira todo o apetite, além do frio, que causa um desconforto imensurável. Às vezes paro e me pergunto: o que estou fazendo aqui? Creio que, se fizer o cume, a resposta estará no último passo para romper o último metro dos 6962. Total percorrido: 4,5km; Desnível: 650m.

18/02/08 - Colera, 11°dia na montanha
O que era para ser um bom dia para o cume, acabou sendo o dia mais entediante da expedição. À noite nevou e o vento castigou tanto as barracas que não preguei os olhos. Decepção! Nem ficar fora da barraca dava, pois o frio te botava pra dentro rapidinho!

19/02/08 - Dia do ataque ao cume, 12°dia na montanha

Eu já estava conformado de não fazer cume, pois já estávamos com mais de 4 dias acampados em altitudes superiores à 6000 metros e o tempo não estava contribuindo. Durante a noite, o tempo mudou, abrindo um céu estrelado e com vento relativamente calmo. Acordamos às 5:00hs para o café da manhã e, com uma temperatura de - 15° C, sai em busca de meu grande objetivo. Tinha em frente um desnível de 1000 metros, com um frio desgraçado e uma mínima oferta de oxigênio no sangue. Já na saída, nos deparamos, à 6200 metros, com um espetacular nascer do sol. Fomos à “passos de bebê” até o início da Canaleta, 6500 metros, onde as coisas começaram a ficar feias. Cada passada era um suplício, arrastei-me até os 6800 metros. Sentei em uma pedra, tirei a mochila das costas e vi a pequena trilha que vem da “passagem” e continuava pela Canaleta com vários candidatos ao cume. Ainda estava cedo. Então, após descansar por alguns minutos, pensei em todo o sacrifício que havia passado para chegar a um lugar que se encontrava a meros 200 metros de mim, apesar de verticais, claro. Pensei na logística, em todo o trabalho e correria que tive para chegra “lá”. No entanto, o que mais pesou foi enxergar a parede Sul e pensar que faltava tão pouco para desfrutar da vista mais alta das Américas. Deixei ali minha mochila. Dei dois passos para cada sessão de cinco minutos de descanso. Foi impressionante, parece que havia caminhado o mundo todo até aquele momento. O frio, a secura e o desconforto me vieram na cabeça naquele momento. Descansei mais cinco minutos. Decidi não olhar mais para o cume. De repente, ouvi a voz de Mariano: “Vamos Alex, está quase!” Usted puede. Naquele momento, acreditei que chegaria. Tomei o último fôlego e dei mais quatro misericordiosos passos. Cheguei ao cume às 14h:15min do dia 12/02/2008.

"A sensação que tive quando cheguei ao cume do Aconcagua foi a de vida fervilhando no corpo, a maior forma de satisfação física que já tive! É um momento mágico, no qual a pequenez humana e a grandiozidade da natureza se encontram e se respeitam"

Alexandre Manzan.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Juiz de Fora – Parati pelas Serras da Mantiqueira e Bocaina de bike (solo) julho /2008

Integrantes: Alexandre Manzan
Duração: 8 dias
Distância total: 520,5 km.


18/07/08

Após a correria de sempre, desembarquei no Rio. Com o coração na boca, peguei um taxi pra rodoviária, trecho mais “tenebroso” de toda a viagem. Depois que entrei no ônibus e começamos a subir a serra de Petrópolis, fiquei mais relaxado. Cheguei a Juiz de Fora às 21h:40. Arrastei a caixa da bike até um hotel dormível, montei tudo, comi, tomei 2 brejas e dormi como um bebê, pensando no início da empreitada que estava para começar no dia seguinte.

19/07/08
Por incrível que pareça, o deslocamento dentro das cidades é a parte mais perigosa destas viagens; bandidos e motoristas loucos por toda esquina. Uma merda! Saí às 10h:20 após desempenar o disco da roda dianteira. Levei 2h40’até Lima Duarte, cidade que dá acesso ao Parque do Ibitipoca. Conheci nesta estrada um andarilho que puxava seus (poucos) pertences em um carrinho. Ia para a Bahia! Tirei fotos e curti o som brega que rolava alto em seu som portátil. Figuraça! Parti para a “escalada” em direção à Ibitipoca. Na subida chamada “puta merda”, compreendi o porquê do nome quando vi vários carros populares não conseguirem terminá-la. Cheguei às 15h:00 e logo descolei minha hospedagem.
Média: 20 km/h – 4h14’.
Total pedalado do dia: 85 km.


20/07/08
Levantei cedo para conhecer o Parque do Ibitipoca. A intenção era visitar o máximo de lugares que eu pudesse, visto que eu teria só este dia. Então fui correndo com uma garrafa de água em uma mão e uma barrinha na outra. Ao final do dia, consegui visitar praticamente todo o parque, algo que só mesmo correndo!
Total corrido: 26 km.

21/07/08
Sai de Ibitipoca às 10h:20 e logo na 1ª descida encontrei 2 viajantes de bike, que me acompanharam até Lima Duarte, local em que seguimos destinos diferentes. Voltei a andar no asfalto até Bom Jardim de Minas, onde entrei novamente para a terra em direção à Santa Rita de Jacutinga, destino do dia. De Bom Jardim de Minas até Santa Rita, despenquei 500 metros de desnível através de um vale, já na Serra da Mantiqueira.
Média: 21,8 km/h – 5h14’.
Total pedalado do dia: 114 km.


22/07/08
Após tirar uma sonequinha depois do café, parti às 10h:45. Escolhi uma estrada menos transitada até Visconde de Mauá e certamente acertei na opção. De Santa Rita de Jacutinga, passando por Passa Vinte, onde almocei, até chegar em Visconde de Mauá, passei por incríveis vales sem cruzar com um carro! Um dos trechos mais bonitos desta viagem. Tomei um banho nas frias águas do Rio Preto, o qual separa Minas Gerais do Rio de Janeiro neste trecho. Apesar do trecho mais curto da viagem, foi um dos mais difíceis pelas infinitas subidas de terra.
Media: 16,4 km/h! – 4h55’.
Total pedalado do dia: 81 km.


23/07/08

Tirei o dia para conhecer algumas cachoeiras da região e aproveitei para dar uma corridinha! À noite dei um trato na magrela.
Total corrido: 10 km.



24/07/08
Saída às 10h:45. De cara uma subida de 4 km até o alto da serra. A vista compensou o esforço!! Como tudo que sobe tem que descer, despenquei 10 km até o vale do Paraíba, cortado pela temida Rodovia Dutra. Pedalei 10 km até Resende pela tal rodovia com medo dos carros. Rapidamente deixei Resende pra trás, a fim de perder logo o contato com a loucura da cidade e desfrutar da paz do interior. Após mais um trecho de terra, encontrei o asfalto que me conduziu até a charmosa cidade de São José do Barreiro. Alegrias a parte, a grandeza da Serra da Bocaina, a qual iria ter que cruzar no dia seguinte, assustou-me ao vê-la! 1300 metros de desnível em 23 km. Ave Maria!!!
Média: 22,8 km/h – 3h33’.
Total pedalado do dia: 81,5 km.


25/07/08
Tradicionalmente às 10h:20 parti. Após intermináveis 2 horas de subida e 23 km percorridos na serra da Bocaina, estava no ponto mais alto da viagem. Sai de 500 metros e “escalei” até 1800 metros de altitude. Porém, achei que lá em cima as subidas acabariam. Enganei-me. As subidas continuaram, só que agora com algumas descidas para refrescar, até a Vila dos Macacos. De lá até Campos de Cunha, destino do dia, foram mais 16 km de sobe e desce. Para dar o tiro de misericórdia, não encontrei um restaurante aberto, tendo que comer um gorduroso hambúrguer para matar a fome. Sem dúvida, o trecho mais “punk” da viagem. Terminei bem cansado.
Média: 15,6 km/h - 5h03’.
Total pedalado do dia: 79 km.


26/07/08
Friozinho na saída de Campos de Cunha, 11°C às 10h:25. Achei que iria pegar um sobe e desce só até Cunha, mas, como pude ver, enganei-me novamente! Era desanimador escalar por vários minutos seguidos e, na sequência, ver todo o esforço ir embora em segundos nas íngremes descidas. Depois de Cunha, subi até 1500 metros de altitude, cume da Serra do Mar, local em que se trafega até Parati pela antiga Estrada Real. Deste ponto até Parati, despenca-se até o nível do mar sempre em contato com a Mata Atlântica e um visual de tirar o fôlego. Mar a vista!!! Cheguei são e salvo a Parati com aquela sensação de dever cumprido e a alma renovada!
Média: 20 km/h – 4h.
Total pedalado do dia: 80 km.


Total pedalado na viagem: 520,5 km.

video

Xterra Brasil - Angra junho/2008

14/06/2008
Na quarta edição do Xterra Brasil, desta vez realizado pela primeira vez em Angra dos Reis, acordei num dia abençoado e acabei fazendo uma prova "redonda"! O dia amanheceu sem nenhuma nuvem no céu, prometendo um calor considerável. Nadei bem, coloquei um ritmo bom na etapa de mountain bike, a qual, infelizmente, não requeria muita técnica, e na corrida, minha especialidade, ultrapassei o primeiro colocado, Galindez, imprimindo a boa técnica do cross country nas lamacentas pirambas de Angra dos Reis. Isn't life beautiful!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Travessia Represa de Nova Ponte GO (solo) maio/2008

Integrante: Alexandre Manzan
Duração: 2 dias
Total remado: 64,4 km


Patrocínio MG– 02/05/2008
Saí às 13:50 devido à demora para acordar e às tradicionais coisinhas de última hora. Vento razoável, caiaque novo (adventure) bem mais rápido que o outro anterior (Cabo Horn)! Pernoite em um lugar com bastante mato na beira do lago. O curioso é que depois que terminei a viagem, disseram-me que havia, nessa localidade, muitas cobras nas beiradas!!! Média da remada: 8 km/h;
Total remado: 28,5 km.

03/05/2008
Saída às 11:00 com um pouco de marola e tempo nublado até a chegada em Nova Ponte. Dormi mal, com receio de estar acampado na propriedade de algum fazendeiro pinel! Passei por uma cachoeira que caía diretamente nas águas do lago! 15 metros de altura. Só consegui fazer contato com o Dagô (resgate) no último waypoint, faltando apenas 1,5 km. Chegada no destino às 17:50hs.
Média: 7,8 km/h;
Distância percorrida: 36,6 km.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Travessia Represa de Serra da Mesa GO novembro/2007

Duração : 3 dias
Integrantes: Alexandre Manzan | João Carlos de Almeida
Apoio: Haryson | Raimundo

1° dia
30/11/07 Saída às 11:00 perto da usina de níquel Codemin - próxima de Niquelândia - com vento contra e grandes marolas. Com aproximadamente 3h de remo, a Serra Negra parecia perto, mas não chegava nunca. Difícil progressão, 2 paradas para lanche.
Total remado: 36 km - 6h.
2°dia
01/12/07 Saída às 10:00, água bem calma. Adotamos a seguinte tática de remada: 1x2h30’, 1x2h15’, 1x1h25’e 2 paradas para lanchar. Último trecho bem mexido. Algumas dúvidas depois do Morro das Lajes, devido ao baixo nível do lago, o qual destaca mais relevos que no mapa.
Aproximadamente 6h10’de remo.
Total remado: 45 km

3°dia
02/12/07 Saída às 10:26, água calma. Encontro com Haryson e Raimundo às 11:10. Tempo bem quente.
Aproximadamente 6h10’de remo.
Total remado: 17 km.

Travessia Itaguaré - Marins (solo) abril/2007

Integrantes: Alexandre Manzan
Duração : 2 dias
Distância: aproximadamente 25 km.

1° dia
02/04/07 - Após ter corrido o Xterra de Angra dos Reis, aproveitei a viagem para fazer a famosa e bela travessia Itaguaré – Marins, cujo nome foi dado devido aos dois cumes mais altos da travessia e que marcam, respectivamente, o início e o fim da empreitada. Depois de várias curvas, cheguei às 15h:50min no ponto de onde eu havia planejado iniciar a travessia, que por sinal, por falta de parceiros, resolvi fazê-la sozinho. Após arrumar a tralha de última hora, saí às 16h:44min de 1626 metros de altitude com pretensão de dormir no pico dos Marins a 2421m para, no dia seguinte, fazer toda a travessia até a fazenda três Barras (ponto de encontro com o “seu Dagô”, meu pai!). Com 1h24’de caminhada forte, estava na base dos Marins. Curti os últimos raios de sol daquele dia juntamente com três outros “perdidos” que me disseram que o pico não estava tão longe. Decidi, então, ir dormir lá em cima e quase me arrependi, quando me perdi na escuridão e o meu inseparável GPS não me ajudou muito. Após bater cabeça por um tempo, finalmente cheguei no cume dos Marins e, para minha recompensa, não havia uma única nuvem no céu, fazendo da minha última refeição do dia um verdadeiro jantar a luz de “estrelas”! 2°dia
03/04/07 - Saída dos Marins às 08h:07min, tempo bem quente. Até então, achei que não teria problemas para achar as trilhas, porém, em alguns trechos, bati um pouco de cabeça para achá-las. Creio que em razão de ter ido ainda em época de chuva a vegetação estava bem fechada, o que dificultou um pouco mais minha progressão. Às 13h:08min, portanto com 5h, cheguei à base do Itaguaré. Deixei minha mochila ali e escalaminhei até o cume do Itagauré para fazer algumas fotos. Iniciei minha descida às 13h:35min e, depois de dropar quase 1500m verticais, às 15h:31min, finalmente cheguei à estrada da fazenda três Barras, que segue para a cidade de Passa Quatro. Havia combinado de encontrar o “resgate” naquele ponto, mas, como ele poderia não ter achado a entrada da estrada, resolvi ir caminhando em direção à cidade, a qual distava cerca de uns quinze quilômetros dali. Qual não foi minha surpresa e alívio quando avistei meu resgate logo na primeira curva com uma incrível e gelada coca-cola na mão!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Trekking Cachoeira da Fumaça BA (solo) março/2005

Integrantes: Alexandre Manzan
Duração: 10 horas
Distância: aproximadamente 25 km.

06/03/2005
Voltando de férias de Guarajuba, parei em Lençóis, como havia programado previamente, para realizar o trekking da cachoeira da Fumaça por baixo. Consegui um mapa mais ou menos atualizado, programei uma rota através de alguns pontos do mapa e algumas referências geográficas e, por fim, conversei com alguns guias locais sobre a duração e as condições da travessia. Todos foram unânimes na duração: 2 dias, se você for rápido e tiver acompanhado de um guia experiente! Quanto à velocidade, eu tinha realmente a intenção de fazê-la em um dia. Os guias com os quais conversei riram quando eu relatei minha intenção de terminá-la no mesmo dia e sozinho. Acordei cedo e corri em todos os singles tracks que podia. O GPS não ajudou muito no fundo do vale, fato que fez com que eu quebrasse a cabeça algumas vezes para achar o caminho. Após chegar à base da cachoeira e tirar algumas fotos, vi que estava atrasado. Tentei me adiantar no leito do rio, mas as pedras escorregadias não ajudaram muito. O dia já estava finalizando quando consegui chegar no alto da fumaça, local do planejado encontro com Lívia e Dagô, meus resgates. Cansado, porém feliz da vida e com as pernocas bem sofridas, consegui fazer a travessia em 10 horas!

video

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Volta da Ilha do Mel PR - janeiro/2004

Integrantes: Alexandre Manzan | Eleonora Audrá | Shubi Guimarães
Duração: 4 dias
Total remado: 50,4 km

Paranaguá – 12/01/2004
Saímos às 19:00h (ainda dia) devido à demorada viagem e às besteiras de última hora. Vento razoável. Dormimos na praia de Piassaguera.

Média da remada: 8 km/h;
Total remado do dia: 5,3 km.

13/01/2004
Saída às 14:00h devido ao mal tempo. Seguimos rumo à Ilha das Cobras e em seguida para a Ilha do Mel. Passamos pela ponta do hospital e, logo após, avistamos a praia de Fortaleza. Na Ponta do Bicho, pegamos um pouco de mar batido devido à boca da barra. Chegamos a Fortaleza às 19:00. Decidimos não acampar e pagamos “vintão” para os três dormirem em um muquifão de primeira!
Média: 7,5km/h;
Total remado do dia: 18,6km.

14/01/2004

Deixamos a bela praia de Fortaleza às 10:00h. O mar estava uma piscina e sem vento. Remamos cerca de 1h40´ passando pela praia de Brasília, Farol das Conchas e Ponta de Naphina, local onde o mar resolveu mostrar algumas “marolas”. Depois de examinar a Ponta da Galheta – que estava com o mar bem mexido -, decidimos aportar em Encantados. Atravessamos os caiaques por terra até Encantados de Dentro, por uma pequena trilha. Almoçamos e fomos até Nova Brasília. Remamos mais 4 km até a praia do Cedro, local em que acampamos nessa noite.
Média: 7,5km/h;
Total remado do dia: 18,5km.

15/01/2004
Quase fomos “arrastados” durante a noite pelo vento! A barraquinha do tio Patinhas, incrivelmente, aguentou firme. Zarpamos em direção à Ilha da Coatinga, pelo Canal do Sul, às 08:00hs, para nos beneficiarmos da maré enchendo. Em pouco mais de 2 horas fomos “gentilmente levados” pela maré até Paranaguá. O sol castigou o dia inteiro. Porém, as belas paisagens dos manguezais aliviaram o calor!
Média: 9km/h!!!
Total remado do dia: 8km.

Travessia da Serra dos Órgãos - RJ junho/2003

Integrantes: Alexandre Manzan | Haroldo Assunção | Luciana | Ney
Duração: 2 dias
Total percorrido: aproximadamente 30 km

Em mais uma das viagens no estilo “cachorro louco”, ou seja, apenas 3 dias para nos deslocarmos de Brasília até o local da travessia, fazer o trekking e, na sequência, voltar dirigindo para Brasília, fui com 3 amigos conhecer o mais bonito trekking do Brasil: a "Travessia da Serra dos Órgãos".


1°dia

Deixamos o carro na cidade de Petrópolis e iniciamos a travessia no sentido Petrô – Terê. De cara, uma piramba enorme até o “Açu”, pedra gigante com formato de um peixe no alto da primeira montanha, com 2216 metros. Pretendíamos dormir no vale das antas, aproximadamente no meio da travessia. Porém, pouco antes deste local, perdemos a trilha em uma das infinitas lajes de pedras por quais passamos. Com isso, fomos obrigados a dormir neste local, o qual nos serviu de camarote para apreciarmos o belíssimo céu e as nuvens que ficaram presas, devido à barreira realizada pela Serra dos Órgãos, pouco abaixo da cota em que acampamos.

2°dia
Após acharmos a trilha novamente, continuamos em direção à Teresópolis. Paramos na beirada do abismo que permite observar as inúmeras formações naturais desta travessia, entre elas: o Morro da Agulha do Diabo, a Pedra do sino, Dedo de Deus, Morro do Escalavrado, Pedra do Garrafão, Verruga do Padre, etc. Seguimos em direção à Pedra do Sino, onde lanchamos e tiramos algumas fotos da Bahia de Guanabara. Depois deste ponto, é só descida através da trilha que nos leva até a cidade de Teresópolis. Com certeza, a mais bonita travessia do Brasil!

Volta da Ilha de Velha Boipeba BA dezembro/2002

Integrantes: Alexandre Manzan | Marcelo Bosi | Pedro Lobo
Duração: 9 dias
Total remado: 218 km

Maraú – 09/12/2002
Saída às 18:00hs de Maraú, navegação noturna. Dormimos em Sapinho, mordomia e comida boa e barata. Lugar paradisíaco. 4 horas de remada.
Total remado do dia: 21,8 km.

10/12/2002

Remamos até Pedra Furada e na seqüência até Serinhaém. Logo após, seguimos em direção ao ponto onde dormiríamos. Mar agitado no último trecho.
Total remado do dia: 18,5 km.



11/12/2002

Deixamos o acampamento de Serinhaém às 12:00hs. Almoçamos na praia de Pratigi e zarpamos novamente às 16:00hs. Logo chegamos à Barra de Carvalho, local em que a remada se tornou mais rápida devido à maré enchendo. Predominância do ecossistema de mangue. Passamos por São Francisco, Barreira e finalmente, às 19:00hs, Canavieiras, povoado com apenas 350 habitantes, todos familiares.
Total remado do dia: 27,8 km.

12/12/2002
Saída às 10:45hs. Remamos com vento leve na proa até Cairu, passando pelos belos canais do mangue. Almoçamos nesta cidade histórica e continuamos em direção ao destino final do dia e o ponto mais ao Norte da viagem. Pegamos muito vento contra no canal de Taperoá, fazendo com que os caiaques batessem sem parar e atrasando bastante a hora da chegada: 18:30hs. Total remado do dia: 38,3km;
Total parcial até Morro de São paulo: 106 km.

13/12/2002
Descanso em Morro de São Paulo.

14/12/2002
Deixamos Morro com vento no quadrante Leste, o que nos ajudou um pouco. Paramos para mergulhar na foz do rio Guarapuá em meio às raízes do mangue. Remamos na seqüência até chegar em Velha Boipeba, onde almoçamos na praia de Tassimirim. Decidimos remar um pouco mais e dormir em Morerê, local ao qual chegamos às 18:30hs e montamos acampamento.
Total remado do dia: 31 km.

15/12/2002

Saída de Morerê às 11:00hs. Remamos sobre os corais um bom tempo, o que, apesar da beleza, atrasou a remada devido à baixa profundidade. Da Ponta de Castelhanos até Pratigi as ondas e o vento literalmente nos empurraram. O GPS marcou uma máxima, nesse trecho, de 12,4 km/h. De Pratigi até a Ponta do Mutá restavam aproximadamente 12 km sem parada. Mar bem crespo! Aportamos na Ponta do Mutá às 18:40hs.
Total remado do dia: 35 km.

16/12/2002
Foi difícil deixar Barra Grande! Porém, ainda tínhamos um bom trecho até nosso destino. Saímos às 11:30hs depois de uma bela noite de descanso. Seguimos até Taipus de Fora, onde almoçamos e resolvemos dormir mais uma noite, o que iria nos custar um dia seguinte mais comprido.
Total remado do dia: 7,5 km.

17/12/2002
Zarpamos de Taipús de Fora, com o mar praticamente liso até depois do Morro do Taipús. Nesse mesmo local, os meninos resolveram parar. Decisão difícil faltando apenas 30 km para alcançarmos nosso objetivo. Decidi continuar sozinho. Como já estava com o acúmulo de vários dias de remada e não havia, nesse trecho, lugar propício para uma aportagem e um conseqüente descanso, adotei a tática de descansar e alimentar-me por 2 minutos entre as séries de remada de 20 minutos. Deu certo. Apesar do mar agitado e do sol castigante, cheguei em Itacaré às 15:55hs!
Total remado do dia: 38 km.

Missão cumprida!!! Confira o vídeo da expedição em:
http://www.youtube.com/watch?v=rL84vs97bu4


Travessia da Serra Fina (Mantiqueira) outubro/2002

Integrantes: Alexandre Manzan | Ney Gonçalves | Lúcio | Gustavo
Duração: 4 dias
Total percorrido: aproximadamente 45 km.

Para conseguir reunir 4 amigos dispostos a sair de Brasília e fazer esta travessia nada fácil, tivemos que planejar uma missão zumbi! Saímos de Brasília numa sexta-feira à meia noite, após nos alimentarmos super bem no cachorro-quente da esquina, e seguimos, revezando a direção do carro do Lução até Passa Quatro, em Minas Gerais!!


1°dia
Entramos na trilha às 15:00h do sábado e, depois de subir centenas de metros, pernoitamos, neste primeiro dia, no Alto do Capim Amarelo, com 2392 metros de altitude.

2°dia

Começamos o dia cedo e logo avistamos a sequência de sobe e desce da Serra da Mantiqueira. Dormimos na Pedra da Mina, um dos lugares mais altos do Brasil com 2770 metros.


3°dia
O dia amanheceu com um tempo péssimo, ventando muito e com o céu totalmente coberto, não conseguíamos enxergar a mais de 10 metros. Após 1 hora, o céu abriu e continuamos nossa jornada. Batemos cabeça um pouco num mar de capim elefante, o qual não nos permitia achar a trilha facilmente. Acampamos num ponto pouco depois do Pico dos 3 Estados, com 2665 metros.

4°dia
Acordamos cedo e despencamos morro abaixo até encontrarmos a Garganta do Registro e a rodovia que dá acesso à Itamonte, local em que entramos novamente no carro e, sem descansar nada, tocamos direto de volta até Brasília. Haja vontade!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Volta da Ilha Grande - RJ fevereiro/2002

Integrantes: Alexandre Manzan | Marcelo Bosi | João Carlos de Almeida
Duração: 5 dias
Total remado: 109,5 km.

Angra dos Reis RJ - 25/02/2002
1º dia
Caiaques demasiadamente pesados. Saída às 14:30hs, com o mar tranqüilo e um leve vento de popa. O leme deu problema logo na saída. Após uma gambiarra, zarpamos novamente às 15:30hs. Nosso objetivo era remar até Ponta Grande e pernoitarmos, o que não aconteceu, pois, ao aportarmos no local escolhido, fomos obrigados a remar um pouco mais até acharmos um local onde “a dona” não nos proibisse de acampar! A noite estava incrível, sem nuvens.
Média: 7,1km/h;
Total remado do dia: 15 km.

2º dia – 26/02/2002
Deixamos Ponta Grande às 11:00hs. O mar estava liso até chegarmos à Ponta Itassucê, onde o mar tornou-se agitado e com ondas grandes o suficiente para não enxergar o outro caiaque a poucos metros de distância. O desembarque em Provetá foi um show à parte, um caixote da melhor qualidade! Nesta praia, habitada por evangélicos, acampamos no quintal de um dos moradores em frente à praia.
Média: 6,9 km/h;
Total remado do dia: 11,1 km.

3º dia – 27/02/2002
Partimos às 10:20hs de Provetá com mar tranquilo até a Ponta dos Meros, onde estava bem mexido e com grande ondulação. Chegamos em Aventureiros às 12:00hs, local onde almoçamos. Zarpamos para Parnaioca às 15:15hs, onde acampamos ao lado da saída do rio.
Média: 7 km/h;
Total remado do dia: 20,6 km.

4º dia – 28/02/2002
Ao sairmos da enseada que abriga a praia de Parnaioca, passamos por um pescador que nos acenou mexendo os braços, de modo que entendêssemos a situação em que o mar se encontrava: bem mexido!! Progredimos lentamente até Dois Rios, praia que descansamos, e seguimos em seguida à Lopes Mendes. Ao contornar a ponta Leste da ilha, o suporte do leme quebrou de vez. Justamente na hora que não devia, próximo à Ilha Guriri com um mar bem mexido! Tive que remar sem leme até chegar em um trecho mais tranqüilo, onde amarramos um cabo unindo os dois caiaques para, com isso, ser rebocado. Estava exausto. Seguimos assim até a praia dos Mangues, local em que pretendíamos achar um suculento prato de comida. Estávamos sem sorte. Não encontramos nada e tivemos que cozinhar após horas de remada e perrengue.
Média: 6km/h;
Total remado do dia: 28 km.

5º dia – 01/03/2002
A pretensão era de remarmos o máximo que pudéssemos, pois já estávamos atrasados em relação ao cronograma original. Com o mar extremamente tranqüilo, zarpamos às 11:30hs em direção à vila de Abraão, onde almoçamos e conhecemos o Sr. Xavier, 88 anos e antigo morador local. Continuamos a remada em direção à Ilha de Macaco. Lanchamos em um bar flutuante situado nas imediações desta Ilha. Às 17:10hs saímos rumo à casa do tio do João, em Angra, último trecho da viagem e o mais extenuante devido ao acúmulo dos outros dias. Passamos por belas ilhas na baia da Ilha Grande como a Ilha de Porcos e do Almeida. A cada remada distanciávamos um pouco mais da Ilha Grande e chegávamos mais perto do fim da viagem. Cheios de dores e cansados, chegamos às 19:10hs, já escuro! Felizes e realizados, tínhamos uma só coisa na cabeça: objetivo conquistado!
Média: 7,5km/h;
Total remado do dia: 34,8 km.