quarta-feira, 21 de julho de 2010

Compareça e mude seus conceitos!

Apareçam.

sábado, 17 de julho de 2010

Balada Brasiliense

Brasília, 00:35hs, 17-07-2010

Tiago Sato (DF) e Marcelo Collet (BA) treinam para a Travessia do Canal da Mancha. Para dar um apoio a estes bravos guerreiros, eu e os amigos Bruno Dornelas e Haroldo Assunção fomos acompanhando os dois, a remo, por um dos trechos pelos quais nadaram. A noite estava agradável para uma remada. Porém, para uma "nadadinha básica" não posso dizer o mesmo. Em pleno inverno no cerrado, a temperatura da água não era das mais agradáveis!
Contudo, para quem deseja atravessar, a nado, um dos canais mais frios e marolados do mundo, foi uma excelente oportunidade de treino. Remamos por aproximadamente duas horas acompanhando os dois nadadores e, em seguida, deixamos os "psico-swimers" para irmos tomarmos uma sopa quente. A remada iniciou-se às 00:00hs no Pontão do Lago Sul e fui chegar em casa, depois da sopa!, somente às 04:30hs. Quando finalmente me deitei para dormir não pude deixar de pensar nos dois nadadores que naquele exato momento, enquanto eu me "encaixava" embaixo de meu edredon quentinho, eles continuavam a nadar nas frias águas do Lago Paranoá. O objetivo dos dois era nadar aproximadamente 40 quilômetros passando a madrugada e a manhã do dia 17 de julho locomovendo-se com os próprios braços por quase todas as extremidades do Lagão. Coragem...

Boa sorte aos dois bravos nadadores!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasília Multisport 2010


Brasília, 26 de junho de 2010
Céu de brigadeiro.
Assim nasceu mais um dos vários dias de seca no Planalto Central do Brasil juntamente com a terceira edição do Brasília Multisport, competição que reúne as modalidades de corrida, ciclismo e canoagem totalizando 135 km na seguinte sequência:

6km de corrida;
15km de canoagem no lago Paranoá;
60km de ciclismo;
3km de corrida em trilhas;
18 km de canoagem no rio;
21 km de corrida em trilha;
11 km de ciclismo.
Aproximadamente 200 atletas, incluindo alguns nomes internacionais, largaram para este grande desafio. Minha prova correu dentro do planejado até o trecho de canoagem no rio Paranoá, local em que, após uma curva, a forte correnteza e minha deficiente técnica me lançaram para uma das inúmeras galhadas deste trecho de canoagem. Depois de brigar um pouco contra os galhos e a correnteza, acabei sendo levado pelo rio sem saber que meu caiaque havia ficado preso nos galhos. Consegui sair do rio uns duzentos metros para baixo e voltei pela margem, lutando contra os espinhos, até chegar ao local em que estava o caiaque. O problema era que seria impossível resgatar meu barco por dali. Assim, subi o rio mais cem metros pela margem e me joguei no rio para que a correnteza me levasse e, desta maneira, eu conseguisse segurar a popa do barco e tirá-lo dos galhos.
Apesar da situação ilária, após quase vinte minutos, continuei minha prova já sem condições de brigar pelas primeiras colocações. Mas, como este trecho da prova era um dos mais bacanas, tinha que continuar.

Próximo de terminar a canoagem no rio, meu amigo "Xiquito" me alcançou e me motivou ainda mais a terminar a prova, pois me encontrava bem desanimado. Corremos o último trecho de corrida e de ciclismo juntos, terminando a prova em terceiro e quarto lugares respectivamente.

Independente de qualquer resultado, o principal objetivo do dia foi alcançado: diversão!

Masculino Solo

1º Kenny Sousa - DF - 7h: 34min e 36seg

2º Ian Edmond - NZ - 7h: 36min e 20seg

3º Erasmo Cardoso - SP - 8h: 03min e 02seg

4º Alexandre Manzan - DF - 8h: 03min e 03seg

5º Flavio Viana – MG - 8h: 19min e 04seg

Agradeço os parceiros:

Scott
Traveler.com.br
Upis
Kailash
D'stak academia
Cycling bike shop

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Xterra Amazônia


Fui para a Amazônia sem saber se conseguiria fazer uma boa prova, visto que contabilizavam somente onze dias que havia feito uma cirurgia na mão para a colocação de uma placa com parafusos com o fim de fixar um osso quebrado. Nem os pontos eu havia tirado ainda.
Foi de última hora que decidi ir. Na quarta-feira anterior à prova, eu fui nadar pela primeira vez depois da fratura, três semanas antes.

Não me senti muito confortável na água, mas julguei que daria para fazer a prova, uma vez que era uma das provas mais esperadas e inusitadas da temporada. Mesmo sem almejar nenhum resultado expressivo, senti que teria que fazer esta prova.
No dia da prova, saímos às 04:00hs de Manaus para em outro local, já às 05:00hs, embarcarmos em uma balsa, na qual foram todos os atletas juntos em um clima de mistério absoluto. Um dos momentos mais bacanas do dia foi o nascer do sol, no horizonte do rio, visto da balsa. Pelo menos naquele instante eu me esqueci de que estava indo fazer uma prova na Amazônia!
Ao chegar no local, o que mais me impressionou foi o lugar da natação. Com sua água negra contrastada apenas pelas bóias coloridas, rodeada de mata por todos os lados e, com certeza, lotada de piranhas e candirus, o igarapé era realmente inusitado.

Quanto a minha prova, tentei fazer uma natação conservadora, devido a falta de treino por não poder ter nadado nas últimas semanas.
Ao sair para pedalar, creio que tive a mesma sensação que todos os atletas naquele momento: "o que será que vem agora!!"
Porém, fora a beleza e o ambiente inigualável da floresta, o percurso exigiu bastante devido aos singles tracks - que exigiram muita técnica - e também pelo forte calor e umidade.
Neste trecho tentei acelerar o máximo que pude, pois sabia que havia bons atletas na prova. Foi no quilômetro quatro do mountain bike que peguei o primeiro colocado. Saí para correr sem saber qual era a minha diferença para o segundo colocado, por isso tentei manter o bom ritmo do dia para garantir esta vitória em um dia mais que especial: meu aniversário e também dia mundial do Meio Ambiente.
Ao me aproximar da chegada, pensei comigo: que dia! que lugar! que oportunidade! Experiência única.
Minutos depois de terminar a prova é que fui me lembrar da mão operada!
Parece que ficou boa!
Agora, foco meus treinos para o Brasília Multisport, dia 26 de junho, evento de que gosto muito.

"Boa é a vida. Mas melhor é o vinho"
Fernando Pessoa.

Forte abraço,
Manzan
1. Alexandre Manzan (BRA), 2h38min36
2. Frederico Zacharias (BRA), 2h50min21
3. Ezequiel Morales (ARG), 2h51min22
4. Rodrigo Altafini (BRA), 2h55min44
5. Branden Rakita (EUA), 3h02min18
Agradeço os parceiros:
Scott
Traveler.com.br
Upis
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D'stak academia
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Ibiti

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Coisas da vida!


22/05/2010
O trabalho de "marcenaria" foi feito!
Depois de ter quebrado o quinto metacarpio em Pedra Azul na semana passada, tive que ser operado ontem, dia 21/05, para colocar uma pequena placa com parafusos no osso quebrado. A cirurgia, que durou duas horas, foi realizada pelo Dr. Marcus Montenegro, o qual me animou bastante ao me informar suas expectativas sobre meu retorno aos treinos. Agora, com certeza, terei que ter um pouco de calma para conseguir estar em forma e continuar fazendo as provas previstas anteriormente. Haja sudoku e palavra cruzada!
Manzan.

domingo, 16 de maio de 2010

Xterra Pedra Azul - Novo parâmetro de sofrimento

Pedra Azul - ES

É incrível como um plano inicialmente traçado pode se transformar de um momento para o outro. No dia 15 de maio de 2010 foi realizada a segunda etapa regional do circuito Xterra. Desta vez, a cidade de Pedra Azul foi o palco de uma das provas mais difíceis e técnicas já realizadas no Brasil. Saí de casa com a intenção de fazer esta prova e, em seguida, no final de semana seguinte, correr a etapa de Teresópolis.

Já na véspera da prova sabia que seria uma prova bem no estilo "survival"! Cheguei em Pedra Azul bem confiante para fazer as duas etapas. Havia treinado direitinho e tudo o que queria era botar em prática o "dever de casa"! Bem, era o plano inicial.

Mas, como nem tudo são flores, tive que mudar minha estratégia de prova após tentar evitar um choque com uma árvore, em um downhill, colocando minha mão esquerda protejendo meu rosto. Estava liderando a prova até este momento, quando ouvi aquele horrível estalo: tek!

Pronto. Sabia que havia quebrado a mão. Tentei mexer os dedos, fato que após uma dor de parto consegui. Daí pensei: Já quebrou, eu não morri e a prova não terminou. Pensei comigo: Vamos tentar pelo menos terminar a prova. Segurei o guidon da maneira que consegui e fui-me embora. Descobri, creio que pelo sangue quente da ocasião, que nas subidas, como não havia trepidação, a dor era controlável. Porém, nas descidas, a trepidação da bike nos buracos, me fazia ranger os dentes e implorar para aparecer uma subida e, com isso, aliviar a dor. Ageitei ainda mais minha mão no guidon, de modo que segurava o punho esquerdo apenas com os três primeiros dedos e deixava os dois menores fechados de fora do guidon (repare na foto maior o inchaço da mão esquerda!). Desta maneira, tive que reduzir o ritmo de minhas descidas para aguentar a dor.

Saí para correr em segundo com um déficit de dois minutos para o primeiro colocado. Nos primeiros metros de corrida, percebi que doía bem menos que na bike, o que me deu motivação para fazer uma forcinha extra e terminar a prova na primeira colocação.

O martírio que se tornou a prova após a fratura de minha mão me fez pensar que dali em diante seria uma prova de sobrevivência. Porém, pelo que vi e confirmei, a cabeça manda e o corpo obedece! O que sei realmente é que ampliei meu limite de sofrimento.

Abraço!

Manzan.

Resultados:

Alexandre Manzan 2h23min

Frederico Zacharias 2h29min

Alex Nascimento 2h40min


Conto com o apoio dos parceiros:
Scott

Traveler.com.br

Upis

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D´stak academia

Bike fit Scott Adictt R2

Maio - 2010
Ano passado, pela primeira vez, resolvi fazer um bike fit em minha mountain bike de competição - uma Scott Scale RC -, para tanto, procurei o estúdio Bike Fit – Marcelo Rocha para ver se minhas medições antigas coincidiriam com uma postura realmente científica! Gostei tanto da eficiente posição a que chegamos que no início deste mês, ao receber minha nova bike de estrada, retornei ao estúdio do Marcelo Rocha para realizarmos meu bike fit neste novo bólido.
Conforme parecer do Marcelo, detectado pelos impressionantes e precisos equipamentos de seu estúdio, possuo algumas peculiaridades no ajuste de minhas bikes por conta de um acidente sofrido em 1997, após o qual fiquei com uma pequena restrição na flexão de meu tornozelo esquerdo.
O sistema tridimensional de análise do posicionamento disponível no Estúdio foi crucial para a análise dos dois lados de meu corpo em cima da bike e para a certeza do melhor posicionamento.
O sistema RETÜL tem precisão menor que 1 milímetro e diversos atletas amadores e profissionais mundo a fora tem procurado cada vez mais o melhor sistema de bike fit disponível atualmente. O RETÜL está disponível em apenas dois locais na América do Sul. No meio profissional nomes como: Lance Armstrong, Normann Stadler, Craig Alexander, Radio Shack team, Team Sky, Garmin Transitions, HTC Columbia e Team TREK Swiss de triatlo adotaram o RETÜL. Alguma coincidência com os melhores e mais profissionais atletas do momento?
O que posso dizer com propriedade é que é bom ter certeza de que estamos andando na posição mais segura e eficiente possível. Saí novamente satisfeito com resultado final!
Agradecimentos:
Estúdio Bike Fit – Marcelo Rocha.
SCOTT BRASIL
TRAVELER.COM.BR

quarta-feira, 31 de março de 2010

Revista Trisport - 10 anos

No final de semana passado, foi realizado em Búzios/RJ um evento em comemoração aos 10 anos da revista Trisport, única revista especializada em triathlon no Brasil. O ponto alto do evento foi uma clínica com um dos caras mais respeitados no meio do triathlon mundial, "The Man", Dave Scott.
Fora o currículo inigualável do homem, o que me impressionou foi a simpatia e a simplicidade com que ele nos recheou com suas experiências. Paralelamente à clínica, pude participar ainda de duas das quatro provas realizadas no final de semana na paradisíaca praia da Ferradura.

No sábado corri um triathlon diferente promovido pela organização: iniciamos correndo 500 metros de natação, passamos para 3 km de corrida por praias e trilhas da região e finalizamos com uma remada de 1km de Stand up padlle, modalidade nova no Brasil que já havia experimentado e aprovado anteriormente. Saí em quarto da natação e conquistei a primeira posição na corrida. Foi bem interessante terminar a competição com uma remada de stand up padlle,sobretudo em um belo lugar como o da prova.

* Credito das fotos: Fernanda Paradizo

Parabéns à Trisport.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Multisport Brasil 2010

Florianópolis 20/03/2010

Após o Xterra de São Lourenço, desci para a grande ilha de Santa Catarina, palco do Multisport Brasil, que este ano completou sua quarta edição. A prova é uma mistura de corrida de aventura com Xterra, com a diferença de trocar a natação pela canoagem e realizar-se em vários trechos alternados sem uma sequência fixa. Apesar do sofrimento envolvido durante aproximadamente oito horas, a beleza do trajeto recompensa o "perrengue".

Este ano adotei uma tática parecida com a do ano passado, ou seja, acelerar bastante nos três primeiros trechos para depois tentar administrar a situação que se formasse. Após três horas de prova, já sentia bastante cãimbra nas pernas. Sofri como nunca para poder vencer a íngreme subida do morro que separa a praia de Moçambique do bairro Ratones. No segundo trecho de canoagem, as cãimbras voltaram, só que desta vez nos ante braços. Para dar o "tiro de misericórdia", tinha que vencer ainda mais quatro quilômetros de corrida em trilha para finalizar a prova, trecho que fiz concentrado em não deixar o acúmulo de cansaço e dores tomarem conta.
Apesar de todo o sofrimento e aquela pergunta frequente: "o que estou fazendo aqui?", após algumas horas já estava pensando na próxima!
Este ano a prova foi dividida em 8 estágios executados ininterruptamente na seguinte sequência:

Estágio 1 - 11 km de corrida em trilha, da praia da Armação até o Pântano do Sul;
Estágio 2 - 28 km de mountain bike do Pântano do Sul até o Campeche;
Estágio 3 - 8,5 km de corrida nas dunas do Campeche até a Lagoa da Conceição;
Estágio 4 - 13,5 km de canoagem na Lagoa da Conceição terminando no Rio Vermelho;
Estágio 5 - 13 km de mountain bike no Parque florestal do Rio Vermelho;
Estágio 6 - 7 km de corrida em trilha do Rio Vermelho até o bairro Ratones;
Estágio 7 - 9,5 km de canoagem pelo rio Ratones até a praia de Daniela;
Estágio 8 - 4,5 km de corrida da Daniela até a praia de Jurerê Internacional.

Resultados:
1 - Alexandre Manzan - 7h14'oo"
2 - João Carlos de Almeida - 7h52'oo"
3 - Marcelos Santos - 8h02'oo"
4 - Márcio de Ávila Palermo - 9h09'58"
5 - Jorge Elage - 9h22'44"

Crédito das fotos: Raquel Hoefel

Agradeço os parceiros:

Traveler.com.br


Scott


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Cycling bike shop.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Xterra São Lourenço - MG

São Lourenço 13/03/2010
Mais uma charmosa cidade entra para o circuito do Xterra. Desta vez, a cidade hidrotermal de São Lourenço sediou a primeira etapa do ano. Com um percurso de mountain bike sem muita técnica, os tempos de prova caíram bastante a ponto de dar o título de prova mais rápida da temporada.
A natação foi realizada no lago do parque das águas, no centro da cidade. Para dar um toque ainda mais "rústico" para a etapa, a água do lago era bem turva e quente! Saí da água em quarto lugar sabendo que teria que fazer força para tentar ficar entre os primeiros.
Na bike encostei no segundo colocado, Chicão, com quem pedalei até quase o fim do pedal. Saí para correr em segundo, tentando diminuir o tempo para o primeiro colocado, o bem preparado atleta da África do Sul, Dan Hugo. Já no início da corrida, havia uma subida de três quilômetros que seguia em direção a um dos pontos mais altos da cidade. Nesta subida percebi que preciso treinar mais as subidas!
Senti bastante a prova, concluindo que ainda tenho que adquirir ritmo de competição. Agora é concentrar-me nos treinos para a próxima prova, o Multisport Brasil, prova envolvendo as modalidades corrida em trilha, mountain bike e canoagem e que será realizado dia 20 de marco em Florianópolis, SC.
Resultados:
Dan Hugo RSA 1h55'46"
Alexandre Manzan BRA 1h59'07"
Luiz Francisco Ferreira BRA 2h04'07"
Ezequiel Morales ARG 2h07'36"
Kelmerson Buck BRA 2h11'02"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

On the road again!


Há anos aproveito o feriado de Carnaval para fazer uma viagem de bike e, com isso, aprimorar minha base para o ano. Porém, com a loucura que se transformaram as estradas nesta época, atrasei um pouco a tradicional data e sai logo após o término do feriado. Desta vez, como ainda não havia pedalado pelo Noroeste de Goiás, planejei um trajeto de três dias totalizando 450 quilômetros aproximadamente.
Comigo foram meu irmão André e nosso amigo Odilon, de Goiânia. Tivemos uma baixa na equipe na última hora, quando o Bruno Dornelas, amigo de Brasília, machucou-se treinando.
Decidimos sair de Goiânia para podermos ir mais longe no Noroeste goiano.
No primeiro dia chegamos à charmosa cidade histórica de Goiás, primeira capital do estado. De lá, no segundo dia, seguimos em direção à cidade de Jussara para então voltarmos em direção a Goiânia por outra estrada, desta vez ao sul da belíssima Serra Dourada. Dormimos ao final do segundo dia na cidade de Sanclerlândia, uma "currutela", como dizem os goianos.
No terceiro e último dia, saímos de Sanclerlândia para Goiânia sob um sol de "rachar o coco!" com 35 graus nos termômetros. Após três dias, várias Cocas e géis, chegamos inteiros e realizados ao nosso destino.

Primeiro dia:
Goiânia - Cidade de Goiás 137 km, 1655m de ascenção
Segundo dia:
Cidade de Goiás - Sanclerlândia 167 km, 2090m de ascenção
Terceiro dia:
Sanclerlândia - Goiânia 134 km, 1955m de ascenção

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cruce de los Andes - 100 km de corrida na Patagônia


Nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, foi realizado na Patagônia a nona edição da prova Cruce de los Andes. Esta competição é realizada em duplas durante três dias percorrendo cerca de 100 quilômetros entre os maravilhosos vales e montanhas da Cordilheira dos Andes.
Nesta edição, o que marcou realmente a dificuldade da prova foi uma frente fria não muito comum nesta época do ano. Os termômetros chegaram a marcar 4 graus durante as noites. Para piorar, choveu durante o segundo dia inteiro, complicando ainda mais a vida dos bravos guerreiros. Fui convidado pela atleta Cristina de Carvalho, de São Paulo, para competir na categoria dupla mista.
Sai de casa sem saber como me comportaria neste tipo de prova, já que estou acostumado ao 100% em um único dia.
Nossa tática era de acelerar no primeiro dia, com 28 km, e ver como iríamos nos posicionar em relação às outras duplas. Deu certo. Acabamos abrindo 25 minutos ao fim do primeiro dia.
No segundo dia, com 24 km, tínhamos uma dificuldade maior por termos que atravessar um vulcão de 2100 metros acima do nível do mar. Porém, sabia que o pior de tudo seria descer, visto que as pernas sofrem muito para frear o corpo nas ladeiras.
Passado o segundo desafio, restáva-nos concentrarmos para o terceiro e último dia com 37 quilômetros. Apesar de ser o dia mais longo, foi o mais plano, margeando o tempo todo um dos belíssimos rios da região até cruzarmos a fronteria com o Chile.
Acabamos ganhando a nossa categoria colocando quase 1 hora nos segundos colocados. Nada mal para quem estava preocupado em não terminar!
Fora o altíssimo astral da Patagônia, havia ainda, após cada trecho, uma super estrutura incluindo um belo churrasco no típico estilo argentino às margens do rio.
Agora, é concentrar nos treinos para a temporada que já se inicia. Minha segunda prova da temporada deverá ser o inaugural Xterra da cidade de São Lorenço - MG e, em seguida, o Multisport Brasil em Folrianópolis.

Vamo que vamo!
Manza.